EDUCAÇÃO
Um novo olhar para o ENSINO MÉDIO
A MUDANÇA DE VISÃO DA EDUCAÇÃO COLOCA O MERCADO DE TRABALHO EM EVIDÊNCIA NAS SALAS DE AULA
A história do ensino médio no Brasil sempre foi marcada por bases históricas elitistas, de pouco acesso pela maioria da população brasileira. Até muito pouco tempo focada na formação de mão-de-obra qualificada para atender a um mercado de trabalho emergente, o ensino médio, antes chamado de 2º grau, tinha um caráter de terminalidade dos estudados já que a universidade ainda era de acesso restrito a poucos privilegiados.
Com a redemocratização brasileira, pós-Constituição Federal de 1988, redesenhou-se a função da escola e do ensino médio e introduziu-se novas diretrizes que resultam na consolidação das Leis de Diretrizes Básicas da Educação (LDB 1996), transformações que ampliaram a oferta do Ensino Médio público, mas que infelizmente não foi acompanhado da ampliação dos recursos financeiros necessários para essa extensão e que provocou uma grande queda na qualidade do ensino público brasileiro.
Criado em 1998, o Enem, Exame Nacional do Ensino Médio, para ser aplicado em caráter voluntário aos estudantes concluintes, retrata a triste realidade do baixo nível de aprendizagem contextualizada e interdisciplinar dos alunos, o que obrigou o Ministério da Educação a traçar novas propostas curriculares para o ensino médio. Em 2009, o Enem passou a ser aceito pelas universidades como processo seletivo, uma proposta democrática de acesso ao ensino superior seja em universidades públicas como privadas em todo o País.
Em decorrência das inúmeras transformações que o País vem atravessando, no cenário político, econômico e social, promovidas, dentre outros fatores, pelo processo de globalização, fez-se necessário que também ocorressem mudanças relacionadas à educação. Mudaram-se as técnicas e tecnologias, bem como a estrutura econômica vigente no Brasil. Desse modo, a função do ensino médio teve de ser revista, pois se tornou necessário à formação geral, em detrimento a formação específica. Uma vez que, para a inserção no processo produtivo e para o alcance do desenvolvimento intelectual, na atualidade, é fundamental o conhecimento e utilização dos recursos tecnológicos, além da consciência crítica, a capacidade de criar, a curiosidade, o hábito da pesquisa, dentre outros. Tornando-se assim, inviável a manutenção do ensino tradicional, que prioriza a memorização.
Com objetivo de pensar novas soluções que diversifiquem os currículos com atividades integradoras, a partir dos eixos trabalho, ciência, tecnologia e cultura, para melhorar a qualidade da educação oferecida nessa fase de ensino e torná-la mais atraente, o MEC, Ministério da Educação, lançou em 2009 o Programa Ensino Médio Inovador, que contempla atualmente 345 escolas no Brasil, 18 destas em Santa Catarina e sendo duas em Joinville: a Escola de Educação Básica Professora Jandira D’Ávila, no bairro Aventureiro, e a Escola de Educação Básica Oswaldo Aranha, no bairro Glória.
Atualmente, com o Programa efetivamente em execução, estas escolas, com a dedicação de sua valorosa equipe, sem investimentos em formação continuada específica para o programa, dentro dos saberes já desenvolvidos, estão aplicando métodos inovadores de fazer educação com foco no mundo do trabalho, preparando os alunos com uma visão ampla de suas potencialidades, rediscutindo o currículo, traçando metas que permitam melhores resultados na realização do Enem, o que possibilitará a todos independentemente de situação financeira, por meio dos programas de inserção às universidades, ingressarem em quaisquer cursos de nível superior de formação intelectual ou especifica para o mundo o trabalho. Investir em educação é garantir um futuro de oportunidades.
*As informações contidas neste artigo são baseadas no site do MEC.
*Alcinei da Costa Cabral é professor graduado em licenciatura plena em ciências naturais e matemática pela UFSC, pós- graduado em espaço sociedade e meio ambiente pela Facinter do Paraná. Cursou gestão escolar pela Udesc. É diretor-geral da Escola de Educação Básica Professora Jandira D’Ávila.
Com a redemocratização brasileira, pós-Constituição Federal de 1988, redesenhou-se a função da escola e do ensino médio e introduziu-se novas diretrizes que resultam na consolidação das Leis de Diretrizes Básicas da Educação (LDB 1996), transformações que ampliaram a oferta do Ensino Médio público, mas que infelizmente não foi acompanhado da ampliação dos recursos financeiros necessários para essa extensão e que provocou uma grande queda na qualidade do ensino público brasileiro.
Criado em 1998, o Enem, Exame Nacional do Ensino Médio, para ser aplicado em caráter voluntário aos estudantes concluintes, retrata a triste realidade do baixo nível de aprendizagem contextualizada e interdisciplinar dos alunos, o que obrigou o Ministério da Educação a traçar novas propostas curriculares para o ensino médio. Em 2009, o Enem passou a ser aceito pelas universidades como processo seletivo, uma proposta democrática de acesso ao ensino superior seja em universidades públicas como privadas em todo o País.
Em decorrência das inúmeras transformações que o País vem atravessando, no cenário político, econômico e social, promovidas, dentre outros fatores, pelo processo de globalização, fez-se necessário que também ocorressem mudanças relacionadas à educação. Mudaram-se as técnicas e tecnologias, bem como a estrutura econômica vigente no Brasil. Desse modo, a função do ensino médio teve de ser revista, pois se tornou necessário à formação geral, em detrimento a formação específica. Uma vez que, para a inserção no processo produtivo e para o alcance do desenvolvimento intelectual, na atualidade, é fundamental o conhecimento e utilização dos recursos tecnológicos, além da consciência crítica, a capacidade de criar, a curiosidade, o hábito da pesquisa, dentre outros. Tornando-se assim, inviável a manutenção do ensino tradicional, que prioriza a memorização.
Com objetivo de pensar novas soluções que diversifiquem os currículos com atividades integradoras, a partir dos eixos trabalho, ciência, tecnologia e cultura, para melhorar a qualidade da educação oferecida nessa fase de ensino e torná-la mais atraente, o MEC, Ministério da Educação, lançou em 2009 o Programa Ensino Médio Inovador, que contempla atualmente 345 escolas no Brasil, 18 destas em Santa Catarina e sendo duas em Joinville: a Escola de Educação Básica Professora Jandira D’Ávila, no bairro Aventureiro, e a Escola de Educação Básica Oswaldo Aranha, no bairro Glória.
Atualmente, com o Programa efetivamente em execução, estas escolas, com a dedicação de sua valorosa equipe, sem investimentos em formação continuada específica para o programa, dentro dos saberes já desenvolvidos, estão aplicando métodos inovadores de fazer educação com foco no mundo do trabalho, preparando os alunos com uma visão ampla de suas potencialidades, rediscutindo o currículo, traçando metas que permitam melhores resultados na realização do Enem, o que possibilitará a todos independentemente de situação financeira, por meio dos programas de inserção às universidades, ingressarem em quaisquer cursos de nível superior de formação intelectual ou especifica para o mundo o trabalho. Investir em educação é garantir um futuro de oportunidades.
*As informações contidas neste artigo são baseadas no site do MEC.
*Alcinei da Costa Cabral é professor graduado em licenciatura plena em ciências naturais e matemática pela UFSC, pós- graduado em espaço sociedade e meio ambiente pela Facinter do Paraná. Cursou gestão escolar pela Udesc. É diretor-geral da Escola de Educação Básica Professora Jandira D’Ávila.
Programa de ensino inovador
Com aproximadamente cem alunos envolvidos no Programa Ensino Médio Inovador, a Escola de Educação Básica Professora Jandira D’Ávila busca Inovar o ensino através da ampliação da carga horária em 200 horas/ano, oportunizando os alunos na participação de atividades complementares ao currículo, com a prática de estudos no contra turno durante dois dias por semana. Neste período extra que o aluno frequenta a escola, são desenvolvidas atividades a partir dos eixos de ciência, cultura, tecnologia e trabalho.
Com aproximadamente cem alunos envolvidos no Programa Ensino Médio Inovador, a Escola de Educação Básica Professora Jandira D’Ávila busca Inovar o ensino através da ampliação da carga horária em 200 horas/ano, oportunizando os alunos na participação de atividades complementares ao currículo, com a prática de estudos no contra turno durante dois dias por semana. Neste período extra que o aluno frequenta a escola, são desenvolvidas atividades a partir dos eixos de ciência, cultura, tecnologia e trabalho.
Os alunos matriculados no 1º ano frequentam as aulas todas as manhãs, sendo as segundas e quartas feiras período integral. Já no 2º ano frequentam as terças e quintas feiras o dia todo. Pela manhã, os professores trabalham o conteúdo do currículo com foco nas diretrizes do Enem e, à tarde, desenvolvem atividades práticas para melhor fixar os conteúdos.
Acontecem também no contraturno atividades de campo, visitas a museus, feiras, espaço de exposições de arte, teatro, música, atividades esportivas e outras oficinas de língua estrangeira, projetos de leitura e produção de texto de forma a ampliar os estudos.
É importante que os alunos possam aprender os conteúdos do currículo e estarem mais bem preparados para o Enem e, desta forma, ter oportunidade de inserir-se na universidade através de Programas como o Prouni ou o Sisu. Independentemente da situação financeira da família, hoje todo aluno oriundo da escola pública tem o direito e a oportunidade de fazer desde o menos procurado ao mais cobiçado curso universitário.
A escola tem a pretensão de preparar os alunos para além do mercado de trabalho: quer oportunizá-los a escolha das diversas áreas. Seja ele no futuro um trabalhador da indústria ou um jornalista, professor, escritor intelectual.
Cabe à escola de ensino médio buscar alternativas para justificar a presença do aluno. Fazemos a nossa parte com o pouco recurso que temos e assim convocamos a todos para que acreditem na escola pública e participem da vida escolar de seu filho. É no ensino médio que ele mais precisa do seu apoio.
ALCINEI DA COSTA CABRAL*fonte an. 12.06.2011
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